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Semana do livro movimenta Campus Canoas

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A programação do projeto Semana do Livro, pensada pelas professoras da área de Letras do IFRS - Campus Canoas, em conjunto com a equipe da biblioteca, teve por objetivo principal comemorar o Dia Nacional do Livro Infantil (18/04, por ocasião da data de nascimento de Monteiro Lobato) e o Dia Mundial do Livro (23/04, aniversário de falecimento de William Shakespeare e Miguel de Cervantes).

A programação da Semana iniciou no dia 20 de abril, com a Roda de Leitura, organizada no saguão da biblioteca. Regada a chimarrão e pipoca, a primeira leitura foi realizada pela servidora Elisângela Dagostini Beux, que brindou a todos com um poema sobre música e pessoas. A seguir, foram ouvidas as palavras de Shakeaspeare, Drummond, Mario Quintana, Allan Poe, Rubem Alves, entre outros. Os participantes puderam passar, de voz em voz, um pouco mais de suas escolhas de amigos escritores e amigos livros. Ler é transformar traços pretos em um novo mundo interior. Ler em voz alta é fazer transbordar este mundo, lembra a Profa. Fabiana Fidelis. Com essa atividade, estudantes, servidores e comunidade externa puderam reunir-se para partilhar trechos de livros de sua preferência. Para coroar o momento cultural, a estudante Larissa de Camargo Silva, do Curso Técnico Integrado em Informática, agraciou os participantes com músicas tocadas no teclado, de repertório diversificado, encerrando com o Hino Nacional.

 

Compartilhar leituras, gostos, amores. Dar a ouvir o que se leu anteriormente em momentos e espaços solitários. É para isso que servem as rodas de leitura. Longe de serem atividades culturais impostas por professores que querem forçar a leitura a todo custo, são espaços de trocas, em que podemos falar com as palavras dos outros - falar aquilo que gostaríamos de ter escrito, mas que alguém disse muito melhor do que poderíamos ter feito. Infelizmente, as rodas de leitura não são acontecimentos tão frequentes nem um hábito cultural ao qual estamos acostumados. Mesmo em ambientes educacionais, restringem-se, quando muito, a atividades promovidas por um professor em sala de aula.

Profa. Fabiana Fidelis

 

No dia 25 de abril, os educandos dos cursos integrados de Administração, Informática e PROEJA reuniram-se na Biblioteca para mais um momento cultural, o Encontro com os Livros. Primeiramente, houve a apresentação em vídeo da exposição Retratos de Leitura, instalada no Espaço de Convivência do Campus Canoas. Na sequência, foram lidas pelos alunos crônicas de Luis Fernando Verissimo, e, pelos servidores, trechos de narrativas e poemas. Também foram apresentados os projetos de extensão, relacionados à leitura, que serão desenvolvidos durante este ano. Ao final, houve a doação de livros de literatura à biblioteca, que conta com aproximadamente 200 livros recebidos, incluindo-se os doados pela editora L&PM.

Encerrando as comemorações referentes à Semana do Livro no Campus Canoas, no dia 26 de abril, os servidores Sabrina Eufrásio, Édson Régis e Josiane Pontes realizaram a atividade Hora do Conto na Escola Municipal Guajuviras. A atividade foi marcada pelas trapalhadas de Dom Quixote e Sancho Pancha em suas aventuras, bem como pelo olhar curioso e atento dos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental e do projeto Mais Educação. Ao todo, foram quatro momentos de contação de histórias, mesclados à adaptação teatral da obra de José Angeli, Dom Quixote de Miguel de Cervantes.

Segundo os organizadores, as atividades de incentivo à leitura e de valorização do livro são de grande importância e necessidade, pelo fato de promover e possibilitar a compreensão de que a leitura, uma imprescindível fonte de conhecimento, também pode ser feita de forma divertida e prazerosa.

Aumente o seu conhecimento divertindo-se com o mundo que a leitura lhe proporciona. Utilize o espaço da biblioteca do Campus Canoas.

 

Para saber mais:

Livro, Librus, Liber

O livro é símbolo irrestrito da liberdade. E isso não acontece apenas pelo fato de que carrega em suas infinitas páginas o trabalho silencioso de homens e mulheres que marcaram o mundo com palavras, mas porque nele está registrada a memória coletiva da humanidade. Não é apenas porque ele, de acordo com Chevalier, representa o mundo, fechado em seus mistérios ou aberto em suas possibilidades, mas porque nele germina a história, no sentido mais amplo que essa palavra possa assumir, com suas dores e alegrias, suas fraquezas e virtudes.

O livro ampara o ser humano como ser pensante, a transmutar-se ao longo de épocas e lugares e a registrar, através da palavra viva, a própria história da civilização. Seja queimado em fogueiras, compartilhado entre amigos, censurado impiedosamente, lido às escuras, vendido em feiras ou guardado a sete chaves, o livro, em sua trajetória imponente, inúmeras vezes foi motivo de risos e lágrimas, discussões e devaneios. Independente da forma como tenha sido lido - com o apoio da luz do sol ou da lua, de uma vela trêmula, um lampião, uma lâmpada incandescente ou fluorescente ? ele esteve, e ainda está, a gerar descobertas e a abrir horizontes, a denunciar crueldades e a resistir à barbárie. Com ele, o conhecimento se projeta ao infinito, como percebemos na biblioteca de Babel borgeana.

Se foi esquecido, reencontrado, perdido, dado de presente, comprado, devolvido, não importa: todo livro tem também a sua história de vida, tem o seu cheiro característico, a sua cor, o seu peso. Tem a sua - e a nossa - identidade. Ele, na ânsia pela liberdade, acompanha os indivíduos no ônibus, na cama, no banheiro, à sombra de uma árvore, atrás das grades, num banco de praça, na sala de aula, na biblioteca. Está, sim, presente nos lugares mais inusitados. É, portanto, mais que um livro: é um amigo. Mais que um amigo: um amante. Amante porque faz amar, faz viver, faz suspirar, porque ora esconde em suas páginas um bilhete apaixonado, ora oculta um segredo, ora acolhe pensamentos rascunhados durante a leitura, ora provoca a imaginação, que com ele alça voo para lugares inimagináveis e realidades impossíveis.

Livro, librus, liber: em suas origens etimológicas mais remotas, lá está nosso livro de cada dia de mãos dadas com a liberdade, essa palavra que, conforme Cecília Meireles, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda. Festejemos então a presença do livro em nossas vidas. O livro acolhe, em seu silêncio, mãos hostis e afáveis, olhos sedentos e maldosos, poeira e perfume, calor e umidade, louro e traças.

Profa. Cimara Valim de Melo

 

 

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